sexta-feira, 18 de agosto de 2017

PASTORAL: FELIZES SÃO OS QUE CHORAM



“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.”
(Mateus 5.4)

O texto que lemos hoje traz em si um gigantesco contraste, é como se estivesse dizendo: “Felizes os infelizes”. Que espécie de tristeza é esta que pode produzir a maior felicidade? Jesus está tratando de duas coisas: 
1) Uma declaração: Felizes são os que choram. 
2) Uma promessa: esses serão consolados.

Choramos por várias razões: choramos Pelo luto, choramos de dor física, pela decepção, pelo desespero, pela desesperança, pela saudade, pela compaixão, pela solidão, pela depressão, por amor. Mas de que tipo de choro Jesus está tratando nessa bem-aventurança?

Primeiro vamos pensar O QUE ESSE CHORO NÃO SIGNIFICA?

Não é um choro pela perda de coisas exteriores. 
Não é o choro do remorso e do desespero, 
Não é o choro do medo das consequências do pecado, é também 
Não é o choro apenas externo e teatral, Jesus diz que os fariseus “mostram-se contristados e desfiguram a face com o fim de parecer aos homens que jejuam” (Mt 6:16). 

Então, O QUE ESSE CHORO SIGNIFICA?

Deve ser um choro espontâneo, Deve ser um choro espiritual, Deve ser um choro pelo pecado, devemos chorar pelo pecado porque ele é um ato de hostilidade e inimizade contra Deus 

“E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.” (Joel 2:13)

Portanto, serão felizes aqueles que chorarem pelos seus próprios pecados. Encontrarão plena felicidade aqueles que reconhecerem o quanto Deus é Santo, e o quanto são miseráveis pecadores.

Além disso, devemos também chorar pelos pecados dos outros. Diante das tragédias que assistimos todos os dias, o nosso coração não pode ficar insensível, precisamos clamar e derramar o nosso coração diante do Senhor em favor da nossa família, da nossa cidade, do nosso país e do mundo.

 “Os meus olhos derramam rios de água, Porque os homens não observam a tua lei.” (Salmos 119:136)

É maravilhoso ver que o Senhor já nos garante o consolo, o choro da confissão será acompanhado da consolação. A Bíblia descreve esse conforto dos salvos no céu como uma festa, a festa das bodas do Cordeiro, onde vamos descansar das nossas fadigas.  

O dono desta festa é Deus, esta festa será incomparável em termos de alegria e provisão, esta festa será incomparável em termos da companhia dos convidados, esta festa será incomparável em termos de música, esta festa será incomparável em termos do lugar onde será celebrada e esta festa será incomparável pela sua duração, para todo o sempre e sempre. 

Você se entristece por entristecer o Espírito Santo? Suas lágrimas são de revolta contra Deus ou de náusea pelo pecado? Espero que você seja um dos que choram, porque a vontade de Deus é que você seja consolado. Amém.

Pr. Dener Maia

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

SÉRIE 1 PEDRO: 6 – A CONDUTA DO CRISTÃO




6 – A CONDUTA DO CRISTÃO
(29-03-2017)
Introdução: Até aqui Pedro tratou dos privilégios recebidos pelo povo de Deus (2.1-10); a partir de agora, adverte-nos sobre nossos deveres (2.11-3.12). Pedro faz a ponte entre o que Deus concedeu aos cristãos e como isso deve agora se refletir no mundo, de forma que aproxime outras pessoas do mesmo Deus.
Pedro aborda a questão da submissão no contexto do governo, do trabalho, da família e da igreja. Deus instituiu o lar, o governo humano e a igreja, e tem o direito de dizer como essas instituições devem ser administradas. O mesmo Deus que salva seu povo requer dele obediência em todas as áreas da vida. É bem conhecida a advertência de A. W. Tozer: “Para evitar o erro da salvação pelas obras, nós caímos no erro oposto, da salvação sem obediência”.
Em meio às injustiças sofridas e ao fogo da perseguição crescente, Pedro mostra a importância da submissão na vida do cristão. A submissão é uma evidência da plenitude do Espírito (Ef 5.18-21) e uma prova da obediência a Deus. Os cristãos maduros, por causa da obediência a Deus, submetem-se ao governo, aos patrões e uns aos outros. Pedro aplica o tema da submissão à vida do cristão como 
  • CIDADÃO (2.11-17), 
  • TRABALHADOR (2.18-25), 
  • CÔNJUGE (3.1-7) E 
  • MEMBRO DA IGREJA (3.8-12).

Texto Bíblico: 1 Pedro 2.11-17
11 Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. 
12 Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticar o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da intervenção dele 
13 Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, 
14 seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. 
15 Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. 
16 Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos 
17 Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei.

1 - PEREGRINOS, FORASTEIROS, MAS EXEMPLARES 

“Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticar o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da intervenção dele” (1 Pedro 2,11-12) 
Como pastor do rebanho (5.1), Pedro se dirige às ovelhas de Cristo em um tom paternal. Destacamos alguns pontos importantes aqui.

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