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sábado, 17 de outubro de 2020

2 – HABACUQUE, SEU TEMPO E SUA MENSAGEM - SÉRIE DE MENSAGENS: HABACUQUE

 


TEXTO BÍBLICO: HABACUQUE 1. 1-11

1. Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças? 

2. Até quando gritarei a ti: "Violência! " sem que tragas salvação?

3. Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado.

4. Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida.

5. "Olhem as nações e contemplem-nas, fiquem atônitos e pasmem; pois nos dias de vocês farei algo em que não creriam, se lhes fosse contado.

6. Estou trazendo os babilônios, nação cruel e impetuosa, que marcha por toda a extensão da terra para apoderar-se de moradias que não lhe pertencem.

7. É uma nação apavorante e temível, que cria a sua própria justiça e promove a sua própria honra.

8. Seus cavalos são mais velozes que os leopardos, mais ferozes que os lobos no crepúsculo. Sua cavalaria vem de longe. Seus cavalos vêm a galope; vêm voando como ave de rapina que mergulha para devorar;

9. todos vêm prontos para a violência. Suas hordas avançam como o vento do deserto e fazendo tantos prisioneiros como a areia da praia.

10. Menosprezam os reis e zombam dos governantes. Riem de todas as cidades fortificadas, pois constroem rampas de terra e por elas as conquistam.

11. Depois passam como o vento e prosseguem; homens carregados de culpa, e que têm por deus a sua própria força".


1 - O HOMEM HABACUQUE

NÃO HÁ INFORMAÇÕES DETALHADAS SOBRE HABACUQUE: Nada sabemos acerca da família, da procedência e da posição social de Habacuque. Henrietta Mears diz que pouco nós sabemos deste profeta da fé, exceto que formulava perguntas e obtinha respostas.  Seu nome só é citado duas vezes e apenas no seu próprio livro (1.1; 3.1), embora sua mensagem tenha tido grande repercussão no Novo Testamento. 

SEU NOME SIGNIFICA “ABRAÇO”, “ABRAÇAR”: O nome Habacuque, segundo os mais eruditos estudiosos significa “abraçar”. Jerônimo, o tradutor da Vulgata, entendeu que fosse “abraço”, mas de luta. Seria assim, “porque ele lutou contra Deus”.  Ele tanto se agarrou a Deus buscando resposta para suas íntimas e profundas indagações como abraçou o povo, levando-lhes a consoladora verdade de que o inimigo opressor seria exemplarmente julgado por Deus. Enquanto o povo da aliança triunfaria sobre a crise e viveria pela fé, os soberbos caldeus seriam eliminados sem jamais serem restaurados.


2 - O TEMPO DE HABACUQUE

LINHA DO TEMPO: Habacuque profetizou no final do período do Reino de Judá. O Reino do Norte por não ouvir os profetas de Deus, já havia sucumbido ao poderio militar da Assíria há mais de cem anos, pois em 722 a.C., a orgulhosa cidade de Samaria foi entrincheirada durante três e anos e finalmente caiu impotente diante da supremacia militar daquela poderosa potência estrangeira. O Reino do Norte durou apenas duzentos e nove anos e durante todo esse tempo endureceu sua cerviz e andou longe dos caminhos de Deus. O cativeiro sem volta foi sua herança. A ferida sem cura foi seu legado

O REINO DO SUL (REINO DE JUDÁ): O Reino do Sul alternou entre caminhadas na direção de Deus e escapadas perigosas para distanciar-se do Eterno. Quando reis piedosos ascendiam ao poder havia concerto e o povo dava ouvidos aos profetas e se arrependia de seus pecados, mas quando reis ímpios e idólatras governavam o povo era oprimido e ainda se desviava para longe de Deus. 

As lições da queda do Reino do Norte não foram suficientes para abrir os olhos de Judá nem as reformas religiosas realizadas pelo rei Josias no ano 621 a.C., tiveram profundidade suficiente para evitar a tragédia do cativeiro. Logo após a morte de Josias, Jeoaquim resistiu fortemente à pregação do profeta Jeremias, queimou os rolos do Livro e lançou o profeta na prisão. Nesse mesmo tempo, a mapa da política internacional estava passando por grandes mudanças. A poderosa Assíria tinha caído nas mãos dos babilônios em 612 a.C. O Egito, outra superpotência da época marchou com seus carros blindados para o norte da Síria, em Carquemis, atravessando o território de Judá para enfrentar o exército caldeu. Nessa encarniçada peleja Faraó Neco, sucumbe também ao poderio militar da Babilônia em 605 a.C. Nesse mesmo ano, Nabucodonosor, o megalomaníaco rei da Babilônia, que governou aquele majestoso império e construiu a gloriosa cidade com seus muros inexpugnáveis e seus jardins suspensos, cercou a cidade de Jerusalém. Estava lavrada a sorte desse Reino desprezava a Palavra de Deus e oprimia os fracos e aviltava a justiça. 

Foi nesse tempo de ascensão galopante da Babilônia, da queda repentina da Assíria e do Egito, do encurralamento de Jerusalém que Habacuque aparece. George Robinson diz que a destruição e a violência eram perpetradas pelos caldeus nas nações em geral (1.5,10,13; 2.5,6). Judá não havia ainda sido invadida, mas o Líbano já havia começado a sofrer (2.17), e a aproximação do inimigo estava cada mais próxima (1.4). Todas essas considerações juntas assinalam a data da profecia de Habacuque para depois da batalha de Carquemis, ou seja, por volta do ano 603 a.C.  Ele foi contemporâneo de Jeremias. Ele sofreu as mesmas pressões, as mesmas angústias e viu os mesmos perigos. 

Stanley Ellisen nessa mesma linha de pensamento diz que podemos situar a profecia de Habacuque por volta de 607 a.C., durante o iníquo reinado de Jeoaquim, antes de Judá ser subjugado por Nabucodonosor em 606 e isso porque a referência aos caldeus, que viriam numa inacreditável ferocidade (1.6) sugere uma data anterior a 605 e posterior às suas conquistas iniciais. Outrossim, a ausência de qualquer referência a Nínive sugere uma data posterior à destruição dessa cidade em 612 a.C. Finalmente, a grande preocupação do profeta quanto à violência de Judá sugere uma época posterior à morte de Josias, no iníquo reinado de Jeoaquim. 


3 - O ESTILO DO PROFETA HABACUQUE

LIVRE PENSADOR: Habacuque era um homem que se integrava às lucubrações. Kyle Yates o denomina de “um livre pensador entre os profetas”;   um homem que 

TINHA CORAGEM DE EXPOR SUAS DÚVIDAS: tinha coragem de abrir o peito e expor suas dúvidas. 

Concordo com Isaltino Gomes quando afirmou que Deus não nos proíbe de pensar nem mesmo nos exige um “suicídio intelectual”.  

A FÉ NÃO ANULA A RAZÃO. Pelo contrário, a fé ilumina, esclarece e reorienta a razão. Pensar não é pecado. 

HABACUQUE É NOSSO CONTEMPORÂNEO.
Lendo-o, podemos ouvir as dúvidas do jovem estudante universitário, as questões do intelectual, daquele que pensa a nível de questionamentos.  

DA DÚVIDA PARA A FÉ: Habacuque nos ensina a fazer a dolorosa transição da dúvida para a fé. 

Habacuque usou vários métodos para expor sua mensagem. Crabtree diz que Habacuque usou freqüentemente o símile (1.8,11,14), a metáfora (1.10,12), a personificação (2.11) e perguntas retóricas (1.2,17; 2.13). 

Habacuque é um profeta sui generis, em seu estilo. Ele difere de todos os outros na sua abordagem. Todos os outros profetas ergueram a voz, em nome de Deus, para confrontar o povo e chamá-lo ao arrependimento. O profeta Amós convocou as nações estrangeiras e, sobretudo, o povo de Deus a arrepender-se de suas atrocidades. O profeta Isaías embocou sua trombeta contra as nações estrangeiras e anunciou-lhes o juízo de Deus. O profeta Jonas foi à capital da Assíria, à impiedosa cidade de Nínive, e pregou em suas ruas sobre a subversão que desabaria sobre ela. O profeta Naum profetizou a queda da Assíria e o profeta Obadias a queda de Edom.  

HABACUQUE CONFRONTOU A DEUS: Porém, Habacuque não confrontou o povo, mas a Deus. Em vez de falar à nação da parte de Deus, ele falou a Deus da parte da nação. Em vez de chamar a rebelde Jerusalém ao arrependimento, ele cobrou de Deus sua inação diante das calamidades que saltavam aos seus olhos. J. Sidlow Baxter diz que ao contrário dos outros profetas, Habacuque não se dirige nem a seus patrícios nem a um povo estrangeiro: seu discurso é feito apenas para Deus.  Charles Feinberg somando com esse pensamento diz que o livro de Habacuque difere dos discursos regulares dos profetas que pregaram a Israel. Seu livro é o registro da experiência de sua própria alma com Deus. Os profetas falavam em nome de Deus aos homens, ao passo que ele discute com Deus, em tom de censura, acerca dos procedimentos divinos em relação com os homens.  As queixas de Habacuque não são dirigidas contra os pecadores, mas contra o Santo. 

David Beker ainda nessa mesma rota afirma que uma das funções do profeta era servir de intermediário entre o Deus de Israel e o seu povo. Era ele quem devia indicar quando as pessoas se afastavam da aliança que voluntariamente haviam firmado, e instar com elas para que a retomassem. Habacuque assume a tarefa ir na outra direção, chamando Deus para prestar contas das ações que não pareciam corresponder às prescrições da aliança. A situação de um profeta já era suficientemente precária quando confrontava seu povo; imagine-se, então, quão raro seria o indivíduo que se arriscasse a confrontar o seu Deus. Habacuque era um desses.  

TENTATIVAS DE ENTENDER O MODO DE DEUS AGIR: O maior problema de Habacuque não era fazer um diagnóstico da doença de sua nação, mas um estudo do comportamento de Deus. O que mais lhe causou espanto não foi a derrocada moral da sua gente, mas a demora e o silêncio de Deus diante da calamidade do seu povo. Habacuque teve dificuldade de conjugar o caráter santo de Deus com a aparente inação de Deus diante do prevalecimento do mal. 

ENTENDER O SILÊNCIO DE DEUS: Ele entrou em crise quando suas orações deixaram de ser atendidas no tempo que gostaria de vê-las respondidas e sua crise ainda se agravou por demais, quando Deus as respondeu de maneira inimaginável. 

ENTENDER AS RESPOSTAS DE DEUS: Os caminhos de Deus não sãos os nossos caminhos. Deus não pode ser domesticado. Ele é soberano e não segue a agenda que tentamos traçar para ele. Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Deus diz para Habacuque que não estava inativo, mas trabalhando para responder sua oração, trazendo os caldeus para serem a vara da disciplina contra o seu povo. 


Mensagens anteriores:



terça-feira, 15 de setembro de 2020

1 – INTRODUÇÃO AO LIVRO DE HABACUQUE - SÉRIE DE MENSAGENS: HABACUQUE

 

HABACUQUE, SEU TEMPO E SUA MENSAGEM

1 – INTRODUÇÃO AO LIVRO DE HABACUQUE

INTRODUÇÃO: Hoje vamos dar início a uma Série de Mensagens Expositivas no Livro do Profeta Habacuque. Certamente será uma jornada repleta de muito aprendizado e de muitas experiências com o Senhor.

A mensagem de Habacuque e o contexto da sua pregação, muito tem a ver com os nossos dias. Como bem se expressou o saudoso Pr. Isaltino Gomes coelho Filho que escreveu uma série de livros a respeito dos profetas menos, assim como ele podemos dizer que “Habacuque é o nosso contemporâneo”.

As situações apresentadas por Habacuque, o contexto social, político e religioso vivido pelo profeta, muito se assemelha aos nossos dias.

8º DOS PROFETAS MENORES: O livro de Habacuque é o oitavo dos profetas menores. Embora, ele esteja distante de nós mais de dois mil e quinhentos anos, sua mensagem é atual e sua contemporaneidade insofismável. Os tempos mudaram, mas o homem é o mesmo. Ainda é prisioneiro das mesmas ambições, dos mesmos descalabros morais, da mesma loucura.

JUDÁ À BEIRA DE UM ABISMO: Habacuque profetiza num tempo em que sua nação, o Reino de Judá, estava à beira de um abismo.

O EXÍLIO DO REINO DO NORTE: Porque retardou o seu arrependimento e não aprendeu com os erros de seus irmãos do Reino do Norte, levados para o cativeiro pela Assíria em 722 a.C., entrariam, também, inevitavelmente no corredor escuro do juízo. As tempestades borrascosas já se formavam sobre a cidade orgulhosa de Jerusalém. O tempo da oportunidade havia passado. Porque não escutaram a trombeta do arrependimento, sofreriam inapelavelmente a chibata da disciplina.

ARREPENDIMENTO E VIDA X CORAÇÃO DURO E SOFRIMENTO:  O princípio de Deus é arrepender e viver ou não se arrepender e sofrer. O cálice da ira de Deus pode demorar a encher-se, mas quando ele transborda o juízo é iminente e inevitável. É impossível escapar das mãos de Deus. O homem pode burlar as leis e corromper os tribunais. O homem pode esconder seus crimes e sair ileso dos julgamentos humanos, porém, jamais o culpado será inocentado diante daquele que sonda os corações (Ex 34.7). O salário do pecado é a morte (Rm 6.23).

OS TEMAS DE HABACUQUE SÃO OS MESMOS DE HOJE: Os temas levantados por Habacuque são manchetes dos grandes jornais ainda hoje. Habacuque está nas ruas. Sua voz altissonante ainda se faz ouvir. Seus dilemas são as nossas mais profundas inquietações. Suas perguntas penetrantes são aquelas que ainda ecoam do nosso coração. Por isso, estudar Habacuque é diagnosticar o nosso tempo, é abrir as entranhas da nossa própria alma, é buscar uma resposta para as nossas próprias inquietações.

TEXTO BÍBLICO: HABACUQUE 1.1

1. Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças?

2. Até quando gritarei a ti: "Violência! " sem que tragas salvação?

3. Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado.

4.Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida.

 LINHA DO TEMPO

 

O QUE FAZER DIANTE DO SOFRIMENTO AO NOSSO REDOR?

  • ALIENAÇÃO – atitude do avestruz
  • ACHAR CULPADOS
  • AUTOCOMISERAÇÃO
  •  “LUTAR” COM DEUS – INTERCESSÃO

sábado, 25 de maio de 2019

SÉRIE 1 PEDRO: 17 – VENCENDO A BATALHA ESPIRITUAL DE CADA DIA


17 – VENCENDO A BATALHA ESPIRITUAL DE CADA DIA
(28-06-2017)

Introdução: Depois de mostrar como precisamos nos relacionar com Deus, com os irmãos e conosco mesmos, Pedro passa a tratar da batalha espiritual, ou seja, dos inimigos que estão à nossa volta nos espreitando. Essa batalha é cotidiana, feroz, porém pode ser vencida pelo poder de Deus. Pedro destaca também os sofrimentos pelos quais passamos e os classifica como breves e reafirma o cuidado de Deus em nos fortalecer e restaurar.

Texto Bíblico: 1 Pedro 5.8-14
8 Tende bom senso e estai atentos. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, rugindo como leão que procura a quem possa devorar.
9 Resisti-lhe firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão acontecendo entre vossos irmãos no mundo.
10 E o Deus de toda graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido um pouco, ele mesmo vos haverá de reabilitar, confirmar, fortalecer e alicerçar.
11 A ele seja o domínio para todo o sempre. Amém.
12 Por intermédio de Silvano, que considero nosso fiel irmão, escrevo de forma abreviada, exortando e testemunhando que esta é a verdadeira graça de Deus; nela permanecei firmes.
13 Aquela que é coeleita convosco, que está na Babilônia, vos cumprimenta, como também meu filho Marcos.
14 Cumprimentai-vos uns aos outros com beijo de santo amor. Paz seja com todos vós que estais em Cristo.

1 – UMA PALAVRA SOBRE BATALHA ESPIRITUAL
“Tende bom senso e estai atentos. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, rugindo como leão que procura a quem possa devorar. Resisti-lhe firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão acontecendo entre vossos irmãos no mundo.” (1 Pedro 5.8-9)

1º - A IDENTIDADE DO ADVERSÁRIO. ...o diabo, vosso adversário... (5.8b). O diabo não é uma lenda, um mito, um espantalho para intimidar os místicos. É um anjo caído, um ser maligno, ladrão, destruidor. É a antiga serpente, o dragão vermelho, o leão que ruge. É assassino e pai da mentira. Vem sempre para roubar, matar e destruir. Temos um adversário real, invisível e medonho. Não podemos subestimar seu poder nem suas artimanhas. VÍDEO DO LEÃO ATRÁS DO VIDRO TENTANDO PEGAR O BEBÊ

sábado, 5 de maio de 2018

SÉRIE 1 PEDRO: 16 – EXORTAÇÕES AOS LÍDERES, AOS JOVENS E A TODA IGREJA


16 – EXORTAÇÕES AOS LÍDERES, AOS JOVENS E A TODA IGREJA
(21-06-2017)
Introdução: O apóstolo Pedro está concluindo sua primeira carta. Faz as últimas exortações à igreja. Tem ainda uma palavra específica aos líderes e aos jovens, para então oferecer uma aplicação geral a todos os cristãos.

Texto Bíblico: 1 Pedro 5.1-7
1 Portanto, suplico aos presbíteros que há entre vós, eu que sou presbítero com eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada:
2 pastoreai o rebanho de Deus que está entre vós, cuidando dele não por obrigação, mas espontaneamente, segundo a vontade de Deus; nem por interesse em ganho ilícito, mas de boa vontade;
3 nem como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho.
4 Quando o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imperecível coroa da glória.
5 Do mesmo modo, vós, os mais jovens, sujeitai-vos aos presbíteros. Tende todos uma disposição humilde uns para com os outros, porque Deus se opõe aos arrogantes, mas dá graça aos humildes.
6 Portanto, humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que ele a seu tempo vos exalte,
7 lançando sobre ele toda vossa ansiedade, pois ele tem cuidado de vós.

1 – UM APELO À LIDERANÇA

O apóstolo Pedro faz um apelo veemente aos líderes. Mesmo tendo-se apresentado como apóstolo no início da epístola (1.1), agora, na conclusão, apresenta-se como presbítero (5.1). O apóstolo tem uma responsabilidade por todas as igrejas, ao passo que o presbítero tem uma responsabilidade mais restrita pelo grupo local de cristãos.
Antes de exortá-los, coloca-se como sympresbyteros, ou seja, copresbítero, na mesma posição dos exortados. Quão distante é a atitude de Pedro da posição em que o catolicismo romano o colocou! A declaração de que Pedro foi o primeiro papa, o bispo universal da igreja, o vigário de Cristo na terra, a pedra fundamental sobre a qual a igreja foi edificada, está em total desacordo com o ensino das Escrituras. O cabeça, o bispo universal e a pedra fundamental sobre a qual a igreja está edificada é o Senhor Jesus Cristo. O vigário de Cristo na terra, ou seja, o substituto de Cristo na terra, é o Espírito Santo que foi enviado para estar para sempre com a igreja. Constitui- -se um terrível engano colocar Pedro ou qualquer outro homem nessa posição que só pertence ao próprio Deus.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

SÉRIE 1 PEDRO: 15 – AÇÕES E REAÇÕES DIANTE DO SOFRIMENTO


15 – AÇÕES E REAÇÕES DIANTE DO SOFRIMENTO
(07-06-2017)
Introdução: Cumprindo bem a ordem recebida de Jesus que deveria apascentar as suas ovelhas, o apóstolo Pedro continua neste capítulo 4 nos orientando sobre como devemos agir e reagir diante do sofrimento. A maturidade desejada a todo cristão, passa pelo viés do sofrimento, que produzirá em nós um caráter aprovado.

TEXTO BÍBLICO: 1 Pedro 4.12-19
12 Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo.
13 Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria.
14 Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês.
15 Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso ou como quem se intromete em negócios alheios.
16 Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.
17 Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?
18 E, "se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador? "

1 - NÃO ESTRANHE O SOFRIMENTO

Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Aprendemos, à luz deste versículo, algumas verdades importantes.
  • O SOFRIMENTO É COMPATÍVEL COM A VIDA CRISTÃ: O cristão deve até mesmo esperar as provações. Se o mundo perseguiu a Cristo, perseguirá a nós também. A IGREJA NÃO SE TORNA FIEL POR SER PERSEGUIDA; ELA É PERSEGUIDA POR SER FIEL. Jesus deixou isso claro: No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (Jo 16.33).
  • O SOFRIMENTO É PEDAGÓGICO: O sofrimento vem para nos provar, e não para nos destruir. O fogo ardente é o fogo da fornalha. E o cadinho onde o metal é purificado. O fogo só destrói a escória, enquanto purifica o metal. 

Satanás quis destruir Jó com o sofrimento, mas Deus quis revelar-lhe sua soberania. Satanás quis esbofetear o apóstolo Paulo com o espinho na carne, mas Deus quis quebrantá-lo para que não se ensoberbecesse. O diabo tenta, e Deus prova. O diabo tenta para nos destruir; Deus prova para nos purificar. Concordo com Kistemaker, quando diz: “Os cristãos devem entender que Deus deseja separar a verdadeira fé daquela que é mera imitação, e usa o instrumento do sofrimento para alcançar esse propósito”.312

quinta-feira, 1 de março de 2018

SÉRIE 1 PEDRO: 14 - UNIDOS PELA DOR




14 – UNIDOS PELA DOR
(31-05-2017)
Introdução: O sofrimento humano, ainda que não desejável, ainda nos abençoa de diversas maneiras. Como vimos na semana passada, o sofrimento nos ajuda a vencer o pecado, a nossa maneira de suportar a dor com a ajuda do Senhor se transforma num poderoso testemunho e ainda nos faz almejar e desejar ardentemente a volta de Jesus.
Ainda falando sobre isso, veremos hoje que o sofrimento também nos une e deve nos levar a vivermos e nos importamos com o sofrimento dos nossos irmãos.
Texto Bíblico: 1 Pedro 4:8-11
8 Antes de tudo, tende profundo amor uns para com os outros, porque o amor cobre um grande número de pecados.
9 Sede hospitaleiros uns para com os outros, sem vos queixar.
10 Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons administradores da multiforme graça de Deus.
11 Se alguém fala, fale como quem comunica as palavras de Deus; se alguém serve, sirva segundo a força que Deus concede, para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém.

1 – SEJA AMOROSO E HOSPITALEIRO
SENSIBILIDADE AGUÇADA: O sofrimento produz em nós uma sensibilidade mais aguçada. Passamos a enxergar a vida e os outros com outros olhos. Tornamo-nos mais sensíveis, tolerantes, amáveis e generosos. O sofrimento ajuda a abrirmos o bolso, o coração e a casa para ajudar os irmãos. O sofrimento nos torna mais solidários. As grandes campanhas humanitárias são promovidas por pessoas que passaram por grande dor e sofrimento. Pedro destaca duas atitudes aqui.

- ABRA O CORAÇÃO PARA SEUS IRMÃOS. Antes de tudo, tende profundo amor uns para com os outros, porque o amor cobre um grande número de pecados (4.8). 

O VERBO UTILIZADO: A palavra que Pedro usa para descrever este amor cristão é ektenes (ἐκτενής), vocábulo que significa “aquilo que nunca falha”. Também traz a ideia do atleta que estica os músculos para dar o máximo de si na corrida.

AMOR INTENSO: que exigirá o máximo do nosso esforço, o máximo de suas energias espirituais, mentais e físicas. Significa amar a pessoa que não é digna de ser amada; amar apesar da injúria e do insulto; amar mesmo quando esse amor não é correspondido. É o amor que exigirá toda a nossa energia.

O QUE PEDRO QUIS DIZER SOBRE COBRIR MULTIDÃO DE PECADOS?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

SÉRIE 1 PEDRO: 13 – O PROPÓSITO DO SOFRIMENTO NA VIDA DO CRISTÃO


13 – O PROPÓSITO DO SOFRIMENTO NA VIDA DO CRISTÃO
(24-05-2017)

Introdução: Muitos cristãos entram em crise quando passam por sofrimento. Perguntam: Por que um cristão sofre? Será que está em pecado? Será que Deus o está castigando? Ele não tem fé ou desconhece seus direitos?
Outros ainda indagam: Se existe sofrimento, Deus existe mesmo? Se Deus é bom e também onipotente, por que não destrói o mal? Por que precisamos sofrer? Por que coisas más acontecem com pessoas boas?
O apóstolo Pedro oferece alguns princípios para triunfarmos no meio do sofrimento.

Texto Bíblico: 1 Pedro 4:1-7
1 Portanto, uma vez que Cristo sofreu na carne, armai-vos também desse mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne já está livre do pecado;
2 para que, no tempo que ainda vos resta na carne, não continueis a viver para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus.
3 Porque basta que no tempo passado tenhais cumprido a vontade dos gentios, andando em libertinagem, prazeres, embriaguez, orgias, bebedeiras e idolatrias repulsivas.
4 Eles acham estranho que não vos juntais a eles na mesma carreira desenfreada de licenciosidade e vos difamam.
5 Terão de prestar contas àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos.
6 Pois é por isso que o evangelho foi pregado também aos mortos, para que, embora julgados segundo os homens quando na carne, vivam segundo Deus pelo Espírito.
7 Mas já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, tende bom senso e estai alertas em oração.

1 – O SOFRIMENTO NOS AJUDA A VENCERMOS O PECADO 

O sofrimento faz o pecado perder o poder em nossa vida. Enquanto o sofrimento endurece o ímpio, amolece o coração do crente. O exemplo do sofrimento de Cristo ajuda o cristão a enfrentar o sofrimento com a mesma disposição. O cristão não é melhor do que o seu Senhor. Se o mundo perseguiu a Cristo, infligirá sofrimento a nós também. O sofrimento nos leva a entender que os prazeres do mundo e as paixões da carne não compensam. O sofrimento nos leva a desmamarmos do mundo.
O cristão deve ter três atitudes em relação ao pecado.

1. DECLARAR GUERRA AO PECADO. Portanto, uma vez que Cristo sofreu na carne, armai-vos também desse mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne já está livre do pecado (4.1). Pedro nos convoca a sermos como soldados que colocam seus equipamentos e se armam para a batalha. Nessa guerra espiritual devemos tomar toda a armadura de Deus (Ef 6.11).

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

SÉRIE 1 PEDRO: 12 - O SOFRIMENTO E A VITÓRIA DE CRISTO


12 – O SOFRIMENTO E A VITÓRIA DE CRISTO
(17-05-2017)
Introdução: No texto anterior Pedro orientou os crentes a como se comportarem diante do sofrimento, isso é, sendo corretos, não revidarem ou se vingarem, mesmo quando sofrerem injustamente e a se alegrarem quando sofrerem por causa de Cristo. Além disso, que deveriam estar prontos para defenderem sua fé com mansidão e respeito.
Para justificar o motivo dessa orientação, agora o apóstolo nos fala do sofrimento que o próprio Jesus suportou e mais do que isso, também venceu de forma triunfante e retumbante.

Texto Bíblico: 1 Pedro 3:18-22

18 Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito,
19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão
20 que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída. Nela apenas algumas pessoas, a saber, oito, foram salvas por meio da água,
21 e isso é representado pelo batismo que agora também salva vocês — não a remoção da sujeira do corpo, mas o compromisso de uma boa consciência diante de Deus — por meio da ressurreição de Jesus Cristo,
22 que subiu ao céu e está à direita de Deus; a ele estão sujeitos anjos, autoridades e poderes.

1 - O SOFRIMENTO DE CRISTO

“Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus.” (1 Pedro 3.18a)
Quando o cristão se vê obrigado a sofrer cruel e injustamente por causa de sua fé, só está percorrendo o mesmo caminho que seu Senhor e Salvador percorreu.
Com respeito à morte vicária de Cristo, destacamos três pontos importantes.

A SUA EFICÁCIA. Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas,... (3.18a). Cristo foi nosso exemplo na submissão e agora é nosso exemplo no sofrimento. O sofrimento de Cristo, porém, é único e sem paralelos. O sofrimento de Cristo é vicário. Sua morte fez cessar todos os sacrifícios judaicos. Os sacrifícios sacerdotais no templo tinham de ser repetidos diariamente, mas Cristo fez o sacrifício perfeito e definitivo ao oferecer-se a si mesmo (Hb 7.27). 
O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO. 
JESUS CANCELOU O ESCRITO DE DÍVIDA QUE ERA CONTRA NÓS e 
DESPOJOU OS PRINCIPADOS E POTESTADES (CL 2.14,15). 

A SUA FORMA.... o justo pelos injustos... (3.18b). Mueller observa que estamos aqui numa situação em que toda a humanidade, sem exceção, está colocada de um lado, e Cristo está posto sozinho, do outro. Cristo, que é justo, tomou sobre si os pecados do povo injusto. 
Paulo afirmou aos Romanos: “Como está escrito: Não há um justo, nenhum sequer” (Romanos 3.10). O sofrimento de Cristo foi por nossa causa, e o mistério é que aquele que não merecia sofrer padeceu em nosso lugar aquilo que nós teríamos de sofrer.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

SÉRIE 1 PEDRO: 11 – O CRISTÃO E OS SOFRIMENTOS


11 – O CRISTÃO E OS SOFRIMENTOS
(10-05-2017)
Introdução: A vida nos reserva momentos bons e momentos ruins. O sofrimento humano tem sido objeto de inúmeros livros, pesquisas e investigações. Saber explicar as razões do sofrimento é um grande desafio para qualquer um de nós. No texto de hoje, o apóstolo Pedro escreve como um legítimo pastor, passando orientações aos crentes para que saibam suportar e lidar com o sofrimento, especialmente aqueles que passamos por causa do evangelho de Cristo.

Texto Bíblico: 1 Pedro 3.13-17

13 Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem?
14 Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. "Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados. "
15 Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.
16 Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias.
17 É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal.

1 – A CORREÇÃO PREVINE A PUNIÇÃO

“Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem? (3.13).

SEJA ZELOSO: A palavra “zelosos” tem a mesma raiz de “zelotes”, extremistas políticos que se rebelavam contra o poder romano. Pedro, porém, não está exortando os leitores a se tornarem extremistas políticos, mas a investirem sua energia fazendo o bem. O que Pedro está dizendo é que devemos amar o bem com mesma paixão com a qual o fanático patriota ama seu país.

PRATICAR O BEM: Fazer o bem, ser honesto nos negócios, ser fiel a Deus e nos relacionamentos, ser leal com os amigos e superiores e ser correto nos seus negócios deve ser a prática do cristão que deseja dar bom testemunho e não quer ser sofrer condenação ou ser maltratado. As autoridades são ministros de Deus para promover o bem e coibir o mal (Rm 13.4). Quando alguém age com integridade deve receber os louvores da autoridade. 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

SÉRIE 1 PEDRO: 10 – O CRISTÃO E SEUS RELACIONAMENTOS


10 – O RELACIONAMENTO DO CRISTÃO COM A IGREJA
(03-05-2017)
Introdução: Nas mensagens anteriores vimos que Pedro escreveu a respeito de 4 assuntos: O CRISTÃO COMO CIDADÃO (2.11-17), O CRISTÃO COMO TRABALHADOR (2.18-25), O CRISTÃO COMO CÔNJUGE (3.1-7) e hoje vamos estudar a abordagem que ele faz do CRISTÃO COMO MEMBRO DA IGREJA (3.8-12). O apóstolo deixa de falar a grupos específicos dentro da igreja para falar a todo o povo. 

Texto Bíblico: 1 Pedro 3.8-12
8 Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.
9 Não retribuam mal com mal nem insulto com insulto; pelo contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança.
10 Pois, "quem quiser amar a vida e ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade.
11 Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança.
12 Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal".

1 - RELACIONAMENTO COM OS IRMÃOS

“Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes. (3.8). O relacionamento de uns com os outros é um dos grandes desafios da vida cristã. Onde houver “gente”, haverão conflitos, desavenças, divergências de pensamentos e de opiniões. Saber lidar com as diferenças e amar o próximo é uma tarefa árdua, porém, se queremos ser verdadeiros cristãos, precisamos aprender essa lição.
 Amar os irmãos pode se tornar uma tarefa árdua. Saber conviver com alguém que é totalmente diferente da gente, não é fácil.Para nos auxiliar, nesse verso Pedro nos recomenda algumas atitudes repletas de sabedoria:
  • A UNIDADE DE PENSAMENTO. A unidade da igreja não é sinônimo de uniformidade, mas de cooperação em meio à diversidade. Somos um corpo com diferentes membros. Não competimos uns com os outros; cooperamos mutuamente. Entre os membros da igreja de Deus não deve existir partidarismo nem vanglória. Em vez de pensar apenas no que é propriamente seu, cada irmão deve pensar no que é do outro, em como honrá-lo. 

Certamente o que Pedro está dizendo é que, com respeito a Cristo e sua obra, devemos ter a mesma convicção. Essa convicção nos é dada pela Palavra de Deus. Que as diferenças não dividam, mas enriqueçam a igreja. Assim, ele exorta os crentes a “viver em harmonia”.
Poderíamos sintetizar esse ponto com a conhecida expressão: 
“NAS COISAS FUNDAMENTAIS, UNIDADE; 
NAS COISAS NÃO ESSENCIAIS, LIBERDADE; 
E EM TODAS AS COISAS, CARIDADE”.

sábado, 16 de setembro de 2017

SÉRIE 1 PEDRO: 9 – BONS CONSELHOS PARA ESPOSAS E MARIDOS


9 – BONS CONSELHOS PARA  ESPOSAS  E MARIDOS
(26-04-2017)
Introdução: A mensagem de hoje é continuação da semana passada. Vamos continuar estudando as recomendações do apóstolo Pedro às esposas e aos maridos cristãos para terem um relacionamento saudável e abençoado.

Texto Bíblico: 1 Pedro 3.1-8
1 Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher,
2 observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.
3 A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e jóias de ouro ou roupas finas.
4 Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranqüilo, o que é de grande valor para Deus.
5 Pois era assim que também costumavam adornar-se as santas mulheres do passado, que colocavam a sua esperança em Deus. Elas se sujeitavam a seus maridos,
6 como Sara, que obedecia a Abraão e lhe chamava senhor. Dela vocês serão filhas, se praticarem o bem e não derem lugar ao medo.
7 Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.
8 Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.

2º - A SUBMISSÃO DA ESPOSA AO MARIDO É EXCLUSIVA. “Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus (próprios) maridos... (3.1a).

NÃO É A QUALQUER HOMEM: Nem a todos os homens. A mulher não se sujeita a qualquer homem, mas a seu marido. A exclusividade e a fidelidade conjugal são exigidas apenas para os casados. Submissão não é uma questão de inferioridade, mas de funcionalidade. A submissão não é uma questão de gênero. Pedro não ensina que todas as mulheres devem ser submissas a todos os homens. A esposa deve ser submissa a seu marido.

3º - A SUBMISSÃO DA ESPOSA AO MARIDO É EXEMPLIFICADA. Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos... (3.1a)

A palavra “do mesmo modo” significa “também” ou “igualmente” e remete ao exemplo de Jesus Cristo (2.21-25). Assim como Jesus foi submisso à vontade de Deus, a esposa deve seguir o seu exemplo. 
Mesmo sendo um com o pai, Jesus se submeteu à vontade do pai. O maior, o mais nobre e o supremo exemplo de submissão é encontrado em Cristo.

4º - A SUBMISSÃO DA ESPOSA AO MARIDO É UMA OPORTUNIDADE. ... a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.  (3.1b,2). 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

SÉRIE 1 PEDRO: 8 – O RELACIONAMENTO SAUDÁVEL ENTRE MARIDO E MULHER


8 – O RELACIONAMENTO SAUDÁVEL ENTRE MARIDO E MULHER
(19-04-2017)

Introdução: Pedro já nos ensinou verdades preciosas sobre o nosso comportamento como cidadãos, obedecendo as leis e as autoridades constituídas e também nosso papel como servos de trabalhar para os outros como se fosse para o Senhor. O ensino do apóstolo agora é para a esfera do relacionamento íntimo do casal. 
  • A FAMÍLIA PRECISA SER DEFENDIDA
  • A FAMÍLIA ESTÁ NO CENTRO DOS INTERESSES DE DEUS, E TAMBÉM DO MALIGNO
  • RESGATE DA DIGNIDADE DA MULHER: Pedro começa com as mulheres e dedica a maior parte do tempo a elas. Isso porque as mulheres enfrentavam mais dificuldades culturais que os homens, especialmente em casamentos mistos. A cultura prevalente (judaica, grega e romana) dava aos homens todos os privilégios e às mulheres todos os deveres. A fé crista, entretanto, provocou uma verdadeira revolução nesse particular. A mulher não é uma coisa, mas uma pessoa; não é uma escrava, mas uma princesa livre; não é inferior, mas digna de toda honra.

Texto Bíblico: 1 Pedro 3.1-8
1 Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher,
2 observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.
3 A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e jóias de ouro ou roupas finas.
4 Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranqüilo, o que é de grande valor para Deus.
5 Pois era assim que também costumavam adornar-se as santas mulheres do passado, que colocavam a sua esperança em Deus. Elas se sujeitavam a seus maridos,
6 como Sara, que obedecia a Abraão e lhe chamava senhor. Dela vocês serão filhas, se praticarem o bem e não derem lugar ao medo.
7 Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.
8 Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.

1 - AS ATITUDES DA MULHER CRISTà

“Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.” (1 Pedro 3.1,2)
A Palavra de Deus normatiza os princípios que devem reger o relacionamento conjugal. Pedro dá diretrizes claras às mulheres cristãs. Destacamos aqui algumas lições.
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