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quarta-feira, 15 de junho de 2016

6 INIMIGOS MORTAIS DO CASAMENTO


O casamento está sob ataque. O casamento sempre esteve sob ataque. O mundo, a carne e o diabo estão sempre se opondo ferozmente ao casamento, em especial a casamentos distintamente cristãos. O casamento, afinal de contas, foi dado por Deus para fortalecer seu povo e para sua própria glória; não é de se assustar, então, que esteja constante sob ataque.

Tenho pensado recentemente sobre alguns dos inimigos mais escancarados do casamento cristão e, para falar a verdade, os inimigos mais evidentes que eu vejo assolar o meu próprio casamento. Aqui estão 6 inimigos mortais do casamento (do cristão em particular).


1 - Negligência da Fundação

O inimigo do casamento que merece estar no topo da lista é este: negligenciar a fundação – negligenciar a fundação bíblica. A Bíblia deixa claro que o casamento é uma instituição decretada por Deus e uma instituição projetada para glorificar a Deus ao demonstrar algo a respeito dEle. O grande mistério do casamento é que o relacionamento pactual do marido e da esposa é um retrato do relacionamento pactual de Cristo e sua igreja.

O casamento é de Deus, sobre Deus, para Deus e por Deus, então assumimos um risco quando negligenciamos Deus. Apenas quando a fundação bíblica está em seu devido lugar que somos capazes de entender corretamente como um marido e uma esposa devem se relacionar, como devem assumir seus papéis individuais e como devem buscar glorificar a Deus tanto individualmente como enquanto casal. Edificar um casamento sobre qualquer outra fundação é negligenciar a rocha em favor de construir sobre a areia.


2 - Negligência da Oração

A oração é o nosso sustento, o meio pelo qual adoramos a Deus, expressamos nossa gratidão, confessamos nosso pecado e suplicamos por ajuda. O casal que ora junto está confessando perante Deus que dependem dEle, que são incapazes de continuar sem Ele.

A oração privada é essencial para a vida cristã, e a oração do casal é essencial para o casamento cristão. Aqui, ajoelhados ao lado da cama ou sentados no sofá, o marido e a esposa se encontram juntos com o Senhor, o adorando por sua bondade e graça, confessando seus pecados contra ele e de um contra o outro, e suplicando por sua sabedoria e consolo. Quando a oração cessa, o casal está proclamando tacitamente que podem sobreviver e prosperar por si só, que eles não precisam da constante e diária assistência divina. A falta de oração é um grande inimigo do casamento.


3 - Negligência da Comunhão

Outro grande inimigo do casamento é a falta de comunhão – comunhão com a igreja local. Satanás ama quando consegue compelir um indivíduo a se afastar da igreja; quão melhor não é quando ele consegue afastar um casal ou uma família inteira. Quando um casal casado deixa a igreja, ou mesmo se restringe a comparecer o menos possível, eles estão deixando o lugar onde deveriam estar para ver exemplos de casamentos saudáveis, onde podem adorar uns com os outros, onde podem encontrar amigos com quem podem se abrir sobre o casamento para que outros possam enxergar e diagnosticar suas lutas. O casamento prospera no contexto da igreja local e murcha fora dele.


4 - Negligência da Comunicação

Assim como Satanás quer que um casal deixe de se comunicar com Deus por meio da oração, ele também deseja que o casal pare de se comunicar entre si. Comunicação livre, aberta e regular é a chave para qualquer relacionamento, acima de tudo no casamento. Quando um casal é capaz de se comunicar e o faz, são capazes de reconhecer e enfrentar as dificuldades, são capazes de compartilhar tanto as alegrias quanto os sofrimentos que são inevitáveis em uma vida vivida em conjunto. Casais demais deixam de se comunicar, ou talvez nunca tenham aprendido a fazê-lo. Ao invés de enfrentarem os problemas, permitem que eles permaneçam, cresçam e se tornem tóxicos. A comunicação é chave para um casamento saudável, e a falta dela é um inimigo perigoso.


5 - Negligência de Interesses em Comum

Quando um casal está namorando, é raro descobrirem que não tem nada (ou muito pouco) em comum. Mas conforme o tempo passa, após se tornarem marido e mulher e se acostumarem à vida normal, eles podem facilmente caírem em suas rotinas à parte. E assim vivem sozinhos em conjunto, duas pessoas levando duas vidas separadas sob o mesmo teto.

Interesses em comum levam a tempo compartilhado, conversas compartilhadas, paixões compartilhadas. Pode ser um hobby, uma atividade, uma série de TV, mas tem que ser alguma coisa. A negligência dos interesses em comum é um grande inimigo de um casamento saudável.


6 - Negligência do Sexo

Deus agiu com bondade ao prover o estranho e misterioso dom do sexo como forma de unir um marido e uma esposa de forma única. Sexo é a cola de um casamento saudável, mas, mesmo assim, muitos casais nunca estão muito longe de negligenciá-lo ou substituí-lo pela pornografia ou alguma outra coisa. A Bíblia exige que um marido e uma esposa mantenham o relacionamento sexual em todas as circunstâncias, à parte das mais extremas – desde que com consentimento, e por pouco tempo, para se concentrarem na oração. Há épocas inevitáveis em que nada parece mais difícil do que buscar a relação sexual e nada parece mais fácil do que negligenciá-la, mas negligenciar o sexo é desobedecer a Deus diretamente. Negligenciar o sexo é destratar um dos maiores e mais indispensáveis dons de Deus.

Se Satanás não puder destruir um casamento, ele irá tentar, pelo menos. Negligenciar qualquer dessas seis coisas é convidar sua presença e sua influência para dentro do casamento.


Tradução: Filipe Schulz em Reforma 21
Fonte: Tim Charllies em seu blog


Leia também:

SETE ERROS DE COMUNICAÇÃO QUE OS CASAIS COMETEM

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

10 COISAS QUE FAZEM UMA MULHER FELIZ



Agrade a sua esposa:

1. SURPRESA - A mulher adora ser surpreendida.

2. CARINHO - Para a mulher carinho é mais importante que orgasmo.

3. ATENÇÃO - Gastar tempo com ela fazer-lhe pequenos favores, tem mulher que precisa contratar um marido de aluguel.

4. EMOÇÃO - Fazer alguma coisa que deixe ela sem fôlego, café na cama, uma declaração de amor autentica.

5. ROMANCE - Nem sempre sexo é romance e arrotar e soltar gazes não tem nada de romântico.

6. DESEJADA - Ela quer ser desejada. Descobrir que, mesmo depois de muitos anos, ele continua atraído por ela.

7. DIÁLOGO - De que adianta um jantar em um restaurante chique se ele come sem parar e só responde por monossílabos.

8. GENTILEZAS - Atitudes como abrir a porta do carro, oferecer uma rosa, puxar a cadeira, etc, cativará o coração da sua esposa e de quebra as outras mulheres ficarão com inveja dela.

9. "EU TE AMO" - Mais do que fazer, falar. A porta do coração de uma mulher é o ouvido. Uma mulher nunca cansa de ouvir "eu te amo".

10. PRESENTE - Não se esqueça do presente.



Fonte: Pr. Silmar Coelho em seu site

domingo, 10 de novembro de 2013

69º DIA - "A FAMÍLIA E O DESAFIO DA INFLUÊNCIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO" - CAMPANHA 100 DIAS DE ORAÇÃO IMPACTANDO A FAMÍLIA



69º Dia
"A Família e o Desafio da Influência dos Meios de Comunicação"

Leitura Diária: João 1

“O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo” 
(Habacuque 2:2).

Os meios de comunicação de massa e interpessoais são instrumentos utilizados na realização do processo de comunicação de uma mensagem (ideia que se deseja comunicar) entre um emissor (pessoa que comunica uma mensagem) e um receptor (a quem é destinada a mensagem). Meios sonoros como o telefone e o rádio, escritos- jornais e revistas, audiovisuais – televisão e cinema e hipermídia – tv digital e internet.

Em nossos dias, de modo especial com a internet, mas ainda também com a TV, os meios de comunicação se tornaram canais poderosos, quase onipresentes, através dos quais são transmitidas não apenas mensagens, mas também valores, padrões de comportamento e convicções. A grandiosa influência dos meios de comunicação é inquestionável, e por isso não é tanto sua influência que deve nos preocupar, mas sobretudo a mensagem que é transmitida. Boa ou má, verdadeira ou falsa, edificante ou demolidora dos valores cristãos, a mensagem poderá conquistar e até dominar membros da família, estabelecendo ora o conflito no seio familiar e em consequência a desagregação familiar, ora a “reunião” e a ligação familiar. É preciso investir nas mensagens agregadoras.

As redes sociais parecem ser neste tempo, por um lado, as grandes vilãs; e por outro, as grandes vitoriosas nesse processo de comunicar valores e princípios. O ser humano vai se tornando cada vez mais “transparente” nas redes sociais, também para as obras infrutuosas das trevas.

O Senhor Deus antecipa por intermédio do profeta Habacuque um tempo como o nosso de grande azáfama, grande pressa, atividade e confusão e manda que se escreva a revelação divina concedida, gravando-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo. Com tal revelação não há uma demonização dos meios de comunicação, mas a percepção deles como meio de comunicação, de massa ou interpessoal, da mensagem salvadora do evangelho de Jesus Cristo e do ensino eficaz e transformador dos princípios e dos valores bíblicos. Se já não há tanta facilidade assim para a família pós-moderna se reunir presencialmente para um culto doméstico, pelo desencontro constante dos horários e compromissos, por que não se reunir, pelo menos, virtualmente para um “fastfood” espiritual de modo a reduzir as más influências dos meios de comunicação, e acentuar-Ihes as virtudes e influências positivas?

Ore para que a família cristã encontre tempo na azáfama da vida para compartilhar e transmitir valores cristãos e princípios bíblicos uns aos outros.


 Oremos:
1) Pelas famílias, para que não se deixem influenciar para o mal pelos meios de comunicação;
2) Para que o tempo gasto à frente da TV ou da internet não acarrete o esfriamento do relacionamento entre os membros das famílias;
3) Para que os veículos de comunicação sejam cada vez mais ocupados pela pregação da Palavra de Deus;
4) Por santidade na hora de acessar os meios de comunicação;
5) Para que a família cristã encontre tempo para compartilhamento cristão.







Fonte: Extraído do Livro 100 Dias de Oração
Escritor: Pr. Josué Mello Salgado - 
Doutor em Teologia e Pastor da Igreja Memorial Batista  de Brasília
Tema da Semana: Famílias Saudáveis e os Desafios deste Tempo 






Leia Dia também outros devocionais da campanha (click nos links abaixo):

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

32º DIA - "DIÁLOGO SAUDÁVEL" - CAMPANHA 100 DIAS DE ORAÇÃO IMPACTANDO A FAMÍLIA


32º Dia
"Diálogo Saudável"

Leitura Diária: Marcos 4

Em qualquer relacionamento o diálogo é fundamental para sua manutenção. No relacionamento de Deus com o homem, antes da queda, a comunicação já estava presente. No cair da tarde, Deus se apresentava para dialogar com o homem. 
"E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia;" Gênesis 3:8a 

Com a queda, o diálogo saudável, por parte de Deus, sempre esteve presente.
"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho," Hebreus 1:1

Já no Novo Testamento, Deus se comunicou com o homem por intermédio do Verbo (que no grego quer dizer ‘logos’ = palavra). O mesmo deve acontecer no relacionamento marido e esposa. O diálogo é fundamental para se manter um casamento de qualidade, mas quais são as características de um diálogo saudável?

Vamos tomar, por exemplo, a clássica toalha molhada sobre a cama. Num diálogo saudável evita-se a acusação. Ao invés de a esposa dizer (pois é quase sempre o homem que faz isto), “você sempre deixa a toalha molhada sobre a cama!”. A esposa procura dizer: “Querido, eu fico muito cansada com mais esta tarefa de sempre levar a toalha molhada para o banheiro novamente”. Percebeu? Num diálogo saudável, ao invés de acusar, a esposa procura externar seus sentimentos.

Também não deve haver gritaria. “EU NÃO AGUENTO MAIS COM ESTA TOALHA MOLHADA EM CIMA DA CAMA TODAS AS VEZES QUE VOCÊ TOMA BANHO”. Gritar não resolve, além de ser uma atitude que devemos tirar de nossa nova vida em Cristo.

"Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós," Efésios 4:31

Além do mais, nesta frase pode estar presente a mentira. Será mesmo que todas as vezes o marido deixa a toalha molhada sobre a cama?

O marido, por sua vez, deve estar pronto para ouvir e responder com mansidão e procurar cooperar para não causar irritação à esposa. Um conselho de ouro para cultivar o diálogo saudável está em Provérbios 15.1: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira." Se os casais colocassem em prática este conselho bíblico o casamento daria, com certeza, um salto de qualidade. Usei o exemplo da toalha molhada. Poderia ter usado a clássica demora das mulheres em se arrumar.


Oremos:
1) Por mais diálogo no casamento;
2) Para que marido e mulher evitem a acusação;
3) Para que os cônjuges sejam amorosos, razoáveis e construtivos nas críticas;
4) Para que estejam prontos a ouvir e cooperar para a não irritação do outro;
5) Para que marido e mulher sempre se respondam de forma branda.





Fonte: Extraído do Livro 100 Dias de Oração
Escritor: Pr. Gilson Bifano
Diretor do Ministério OIKOS





Leia também outros devocionais da campanha (click nos links abaixo):

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

31º DIA - "COMPREENSÃO NO CASAMENTO" - CAMPANHA 100 DIAS DE ORAÇÃO IMPACTANDO A FAMÍLIA


31º Dia
"Compreensão no Casamento"

Leitura Diária: Marcos 3

Jacob Levy Moreno (18 de maio de 1889 -
14 de maio de 1974), foi um filósofo,
 psicólogo, médico e psiquiatra turco-judeu nascido
 na Romênia, crescido na Áustria (Viena)  e
naturalizado Americano criador do psicodrama e pioneiro
 no estudo da terapia em grupo
Existe um pensamento do psicólogo Jacob Levy Moreno (1889-1974) que pode ajudar muito os casais no cultivo da compreensão mútua. Jacob Moreno escreveu: “Um encontro de dois: olho no olho, face a face. E, quando estiveres perto, arrancarei teus olhos e os colocarei no lugar dos meus; e tu arrancarás meus olhos e os colocarás no lugar dos teus. Então olhar-te-ei com os teus olhos e tu me olharás com os meus”. Com estas palavras, ele acreditava na inversão dos papéis para se ter um melhor nível de relacionamento humano. Mas, antes dele, Deus já deixava claro que esse é o entendimento. Pedro, um apóstolo casado, escreveu sobre a importância desta atitude para a vida a dois (I Pd 3.7: "Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações". 1 Pedro 3:7). Compreender o cônjuge é essencial para viver um casamento feliz e duradouro.

A essência da compreensão está em Gênesis 2.7; 18-22. Ambos foram criados de matéria-prima diferente. O homem, do pó da terra; a mulher, da costela do homem. Homens e mulheres são diferentes em sua essência. Compreender esta verdade é questão básica para a vida a dois. Homens e mulheres são diferentes nos aspectos físicos, espirituais, emocionais e sociais. Muitas das diferenças foram sendo arraigadas pela cultura, mas muitas delas têm a sua origem na própria criação.

Entender que o cônjuge é diferente na maneira de ver o sexo e a sexualidade, por exemplo, fará toda a diferença e proporcionará uma harmonia nesta área da vida. Essas diferenças são na essência originária da criação, outras são culturais e religiosas. No aspecto financeiro, por exemplo, homens e mulheres encaram o dinheiro de maneira diferente. Para a mulher, dinheiro é sinônimo de estabilidade, segurança. Para homem pode significar poder. A recomendação de ser viver com entendimento em I Pedro 3.7 embora seja dirigida aos maridos, pode ser aplicada às esposas também. Siga a recomendação de Jacob Moreno e, acima de tudo, do conselho bíblico para ter um casamento aprovado por Deus.

Oremos:
1) Para que haja mais compreensão entre os cônjuges;
2) Para que marido e mulher saibam compreender e respeitar suas diferenças;
3) Para que haja mais harmonia sexual no casamento;
4) Para que os casais sejam parceiros na administração das finanças;
5) Para que os nossos casamentos sejam aprovados por Deus.





Fonte: Extraído do Livro 100 Dias de Oração
Escritor: Pr. Gilson Bifano
Diretor do Ministério OIKOS





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quarta-feira, 1 de junho de 2011

SETE ERROS DE COMUNICAÇÃO QUE OS CASAIS COMETEM



Existem alguns casais que podem viver brigando com freqüência, apesar de orar, de ler a Bíblia e de se amarem. Facilmente por qualquer bobagem se desentendem. E assim, podem chegar ao ponto de se agredirem mutuamente por meio de palavras proferidas com raiva e ressentimentos.
O apóstolo Paulo faz a seguinte advertência:
“Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.” – Gálatas 5:15.



À luz da Bíblia pode-se afirmar que é possível discordar sem brigar, discutir sem se ferir, falar a verdade sem magoar.

Portanto é necessário que o casal reconheça que possui maus hábitos na maneira de conversar (às vezes, herdados imperceptivelmente de outras pessoas) e comece um processo espiritual de colocar em prática algumas dicas bíblicas de comunicação em sua vida conjugal.

1- Não Falar o Que Está Acontecendo Consigo

“Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui e vigiai comigo.” – Mateus 26:38.



O exemplo de Cristo em comunicar Seus mais íntimos sentimentos elucida a importância psicoemocional do diálogo sincero e aberto em nossos relacionamentos. No tocante ao casamento, entendemos que a comunicação pode fluir de forma íntima e verdadeira se houver entre o casal uma base sólida de companheirismo, compreensão, cumplicidade e confiança a ponto de poder expor para o outro, sem ter medo, o que está acontecendo em sua mente e coração. Esse é o nível mais íntimo de comunicação que um casal pode atingir em seu relacionamento: A revelação do que está acontecendo consigo. Essa liberdade de expressão é fundamental para se saber como fazer o outro feliz.

Ilustração: Ao comemorar as bodas de ouro, certo casal foi entrevistado por um repórter que desejava saber o segredo de um casamento tão duradouro. Então, sentindo-se orgulhoso, o marido respondeu:
- Você conhece o pão-bengala? A parte da qual mais gosto é o bico desse pão, mas desde que nos casamos, eu o corto e dou para minha mulher.
O repórter então resolve fazer a mesma pergunta à esposa que não estava perto quando o marido respondeu. Ela então repondeu:
- Sabe aquela pontinha do pão-bengala? É parte do que pão que eu mais detesto, mas desde que nos casamos, ele corta esta parte pra mim. Mas por amor a ele, eu como assim mesmo.
Eis então o segredo daquele casamento: O amor que renuncia, o amor que tudo suporta.


2- Viver Mentindo e Reclamando

“Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações.” – 1 Pedro 2:1.



O amor, a confiança e a verdade geram intimidade. Isso é um princípio: Não existe intimidade num casamento sem verdade. Quando um dos cônjuges começa a mentir e enganar o outro, às vezes, por medo de ofendê-lo, pouco a pouco vai se metendo em situações cada vez mais difíceis.
Por isso, Ralph W. Emerson disse:
“Aquele que profere uma mentira não pode avaliar em que enrascada se meteu, pois precisará inventar mais vinte mentiras para encobrir a primeira.”
E assim, transformará sua vida conjugal em uma teia de mentiras, a qual mais cedo ou mais tarde se romperá de forma dolorosa.
O casal que não vive reclamando, e nem esconde nada um do outro, atingirá um excelente nível de segurança e satisfação no relacionamento. A liberdade de falar a verdade, com amor, proporcionará ao casal uma comunicação plena e saudável.


3- Não Parar Para Ouvir

“Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” – Tiago 1:19.



Quando temos pouca disposição para ouvir nosso cônjuge transmitimos a impressão de que o que ele pensa e sente não são tão importantes para nós. E assim, quem não quer ouvir se aborrece e quem quer falar se sente desvalorizado e rejeitado. Se isso acontece com você, use um cronômetro mental e procure investir mais tempo para ouvir seu cônjuge de duas formas: Por meio dos ouvidos (você ouve o que ele está dizendo) e pelo coração (o que ele está sentindo). Desenvolva a habilidade de ouvir seu cônjuge com interesse. Pare o que está fazendo e preste atenção no que ele está dizendo, ainda que você esteja assistindo a uma partida de futebol na televisão, ou seu seriado predileto (risos). Demonstre atenção por meio dos olhos e da expressão facial e corporal. Ele vai se sentir amado, valorizado, compreendido, aceito e apoiado. Essa atitude, ouvir mais e falar menos, vale por mil “eu te amo!”. Se, de repente, não for possível ouvir o outro naquele momento, diga-lhe: “Eu sinto muito não poder dar a atenção que você merece agora, mas a gente pode conversar melhor tal hora.”

Mulheres, para evitar falar com as paredes, lembrem-se dessa dica: De acordo com o terapeuta de casais Steve Stephens, geralmente a atenção de um homem dura três minutos, depois disso é aconselhável fazer-lhe perguntas e tocar nele com carinho, a fim de que ele mantenha a atenção no que você diz.


4- Falar Com Raiva

“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o Sol sobre a vossa ira.” – Efésios 4:26.



A única forma de não pecar por causa da ira que está sentindo é estabelecer como hábito a prática espiritual de nunca falar ou fazer alguma coisa com raiva. Pois, 99,99% das vezes que falamos ou fazemos qualquer coisa com raiva erramos. Por isso, dê sempre um tempo, pois a ira vem, mas passa se você não alimentá-la em seu coração por meio de pensamentos e palavras. Lembre-se do que a Bíblia afirma:
“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” – Provérbios 15:1.
Suscita a ira tanto no coração de quem ouve como de quem fala.

Ilustração: Conta-se que depois de muitos anos de economia, certo rapaz comprou seu primeiro carro. Ele cuidava daquele carrinho “velho-novo” com muita dedicação. Um dia, ele foi passar o final de semana na casa da namorada que morava em outra região do país. Quando retornou viu que seu carro não estava como ele havia estacionado, e mais, havia um arranhão numa das portas e o pneu estava baixo. Ficou mais irado ainda, quando descobriu a causa de tudo: seu irmão havia usado o carro, escondido. A fúria foi tão grande que ele decidiu ir ao encontro do irmão que estava na faculdade. Ao tomar conhecimento, seu avô o chamou à parte e lhe disse: Você se lembra quando pegou o sapato emprestado de seu irmão e o sujou todo de lama? Você queria lavá-lo imediatamente, mas eu recomendei que esperasse o barro secar, pois assim ficaria mais fácil limpá-lo? Então, espere a raiva secar e depois vá falar com seu irmão. Dessa forma evitaremos briga em família. E as brigas, meu querido neto, muitas vezes não resolvem os problemas, agrava-os ainda mais.


5- Falar ou Responder Com Rispidez e Agressividade

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.” – Colossenses 4:6.



Em qualquer situação esse é o princípio que deve reger nossa comunicação na vida a dois. A maneira como falamos ou respondemos ao nosso cônjuge é mais importante do que o que e como ele fala. Se a sua palavra ou resposta sempre for agradável e temperada com pitadas de sal de sabedoria, de compreensão e mansidão dificilmente haverá retaliação, feridas emocionais e ódio. Por isso, sempre prefira falar ou reagir com sabedoria e delicadeza, ao invés de rispidez e agressividade.

Ilustração: Certo dia, o Sol e o vento estavam discutindo diante da natureza sobre qual deles era o mais forte. De repente, surgiu um velhinho que estava caminhando em direção a sua casa. O vento decidiu desafiar o Sol dizendo:
- Aposto que consigo tirar o casaco daquele velhinho mais depressa do que você.
A natureza pegou o cronômetro e o Sol se escondeu por trás de uma nuvem. Então, o vento começou a soprar e quanto mais forte soprava, mais o velhinho se encolhia embrulhando-se no casaco. Quando o vento quase ia se transformando em furacão a natureza disse: - Basta! Assim você vai matar o velhinho.
Por sua vez, o Sol saiu, olhou e sorriu para o velhinho. E este foi logo tirando o casaco e enxugando o suor da testa com o lenço. Assim não só ficou provado que o Sol é mais forte do que o vento, mas que a delicadeza é melhor do que a fúria.


6- Falar Sem Avaliar Primeiro o Que Vai Dizer

“As pessoas sábias pensam antes de responder, as pessoas más respondem logo, porém as suas palavras causam problemas.” – Provérbios 15:28 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).



Não se precipite! Exerça domínio próprio a ponto de ouvir, com equilíbrio emocional, tudo o que seu cônjuge tem para lhe dizer. Não cometa o erro de interrompê-lo porque isso poderá deixá-lo irritado. Não peça, impaciente, que ele fale com calma porque isso é uma incoerência. Avalie sempre o que vai dizer. Não use o silêncio como resposta porque isso poderá fazer com que ele pense que está certo, ou que você o está menosprezando. É necessário falar, mas é importante avaliar primeiro sobre o impacto que suas palavras irão causar no coração dele. Por isso, o apóstolo Paulo aconselha:
“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam...” – Efésios 4:29 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).




7 - Ameaçar, Censurar, Criticar e Condenar Quando o Outro Erra

“Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vós, que sois espirituais corrigi-o, com o espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” – Gálatas 6:1.



Quando um dos cônjuges erra, não precisa que o outro lance contra ele as pedras da crítica, censura, condenação e ameaças porque sua própria consciência já o apedreja. Por isso, corrija-o, espiritualmente, com a brandura da sabedoria e do perdão, a fim de que ele se sinta encorajado, por amor, a vencer seu erro. Experimente essa fórmula bíblica, e você verá que ao plantar uma flor de brandura no coração de seu cônjuge, surgirá um jardim de paz no seu casamento.

Creio que estas dicas funcionam, no entanto, faz-se necessário que vocês:

Orem. O salmista afirma:
“Ainda a palavra me não chegou à língua, e Tu, Senhor, já a conheces toda.” – Salmo 139:4.
Uma vez que é assim, clame do íntimo de seu coração, quando sentir-se tentado a falar de uma forma que não deveria;
“Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.” – Salmo 141:3.



Memorizem e recitem:
“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” – Provérbios 25:11.



Pratiquem. Pois, a Bíblia afirma o seguinte:
“Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã.” – Tiago 1:26.


Que Deus os abençoe como casal e que o Espírito Santo lhes ajude a terem uma comunicação livre de falhas e interferências, para que o amor que os uniu se fortaleça cada vez mais. Deus abençoe!
Pr. Dener & Sílvia Maia



Fonte: Ibson Roosevelt - Diretor do Ministério da Família – APlaC
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